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Empresas incubadas sofrem menos na crise


Existe dentro do Campus do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), na Cidade Universitária em São Paulo, um centro de empreendedorismo que resiste à onda de fechamentos das empresas pela qual passa o país. A Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de São Paulo IPEN – USP, cuja gestão é feita pelo Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia), é um local que reúne empreendedores que estão começando a desenvolver negócios inovadores.

Para Naira Bonifácio, sócia de uma empresa incubada na área de saúde e formada em Marketing pela EACH, isso é positivo para quem está começando, pois propicia trocas de experiências para que os desafios sejam superados em conjunto. Além disso, de acordo com José Aluízio Guimarães, gestor responsável pelo marketing e comunicação institucional do Cietec, cada vez mais grandes empresas têm vindo à incubadora buscando novos negócios e soluções que os empreendedores desenvolveram.

Não são apenas USPianos que integram o espaço de empresários. No entanto, a interação com a USP é muito maior do que com qualquer outra instituição universitária. Existe também uma via de capitalização de fomento pela qual principalmente empresas de base tecnológica possuem sinergia com a Fapesp – que possui algumas linhas de financiamento de pesquisa para pequenas empresas. A Incubadora tem workshops com foco na preparação e nos resultados para que empresas consigam o apoio da agência de pesquisa. Não só a Fapesp, mas o sistema S, mesmo com cortes de verbas, mantém chamadas para empresários com projetos de inovação.

Em pesquisa com os empresários realizada anualmente, os números mostram que o fato de estar dentro da USP também traz um incentivo para que empresas e a Universidade interajam entre sim. Cerca de 40% dos empresá- rios que responderam ao questionário mantem interações com a Escola Politécnica da USP. O Instituto de Física e o de Biologia também possuem altos índices de interação com as empresas.

Marcelo Daher está no último ano da Escola Politécnica e é sócio em uma empresa de hardware. Para ele, estudar e trabalhar no mesmo local são aspectos positivos. “Existe um aspecto da Poli de ser um pouco mais ‘mão na massa’, mas eu acho que dentro do empreendedorismo tem espaço para todos.” Ele pontua que talvez na engenharia tenha um incentivo mais palpável pelo fato de estar mais próxima de um produto, que é algo que pode se querer ter no mercado. De acordo com ele, é muito mais complexo administrar uma empresa do que desenvolver uma solução para o mercado, e é aí que pessoas de outras graduações acabam ganhando mais espaço de atuação.

Para Naira, existem muitas coisas que poderiam ser aperfeiçoadas como a interação da equipe de gestores para fazer do lugar um ambiente com mais vida. “O ambiente aqui é muito rico. Tem gente que está há dois anos no caminho, outros quatro, mas tem gente que está começando agora.”, diz. Então propiciar esses encontros e essa troca de informação e mais interação com a USP seria enriquecedor.

Internacionalização e dificuldades

O empreendedorismo, apesar dos números positivos, ainda sofre dificuldades no país. Oscar Nunes, gestor de relações internacionais da incubadora, pontua que historicamente o Brasil não é um país aberto para o comércio. De acordo com ele, isso está dentro da cultura do brasileiro, que vai no sentido de olhar muito para o mercado interno. “Quem abre um negócio geralmente pensa que são 200 milhões de consumidores, e dificilmente olha para o dado de que o Brasil corresponde a menos de 2,5% do PIB do mundo”.

As dificuldades para a internacionalização são muitas, e diminuir a burocracia do país dificilmente entra na pauta de discussão de políticos. “Recebemos comitivas internacionais que geralmente fecham o negócio aqui mesmo, porque se for por vias normais, a maior parte dos negócios acaba se inviabilizando”, diz Oscar.

A burocracia também pode inibir o espírito empreendedor. É o que pensa a professora da cadeira de biodireito, Janaína Paschoal, ao citar o caso do processo da pílula contra o câncer como exemplo. “Quem olha o caso dele pode pensar: ‘Por que vou me esforçar para criar uma coisa nova?’”, questiona a jurista. Ela concorda que a pílula passe pelo processo de aprovação da Anvisa, mas diz que tem preocupação pelo caso do professor que está sendo perseguido e processado e pelo fato de que tem conhecimento de casos de pacientes terminais que estavam se sentindo melhor com o tratamento.

Por Breno Leoni Ebeling

Fonte: Jornal do Campus USP / jornaldocampus.usp.br


Notícia publicada em: 22-06-2016

 
 
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