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De um lado, desemprego; de outras vagas sobrando em empresas


Mesmo com o desemprego em alta, algumas empresas não estão conseguindo preencher vagas.

Está todo mundo na expectativa, esperando abrir uma vaga no mercado de trabalho. E, para isso, o jeito é se preparar. Mesmo na faculdade de engenharia, Lucas se matriculou num curso técnico de automação industrial.

“Quando a gente começa a procurar emprego, vê que está bastante competitivo. Não consegue se não se preparar melhor. Se não tem competência, não consegue”, diz Lucas Magno Silveira Lima, estudante de engenharia mecânica.

Gente assim, com qualificação, tem oportunidade. Uma pesquisa da Fundação Dom Cabral mostra que ainda há muita vaga aguardando um bom currículo.

“A surpresa foi que, mesmo com o crescimento do desemprego sendo muito violento como está sendo, nós ainda encontramos setores que precisam de pessoas com vagas não preenchidas”, disse Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Logística da Fundação Dom Cabral.

As empresas estão com dificuldade de contratar nas áreas de produção industrial, comercial e logística. E algumas áreas da engenharia são as que mais têm vaga sem preencher.

Em cinco anos uma empresa de tecnologia de Belo Horizonte deu um salto. De dois funcionários passou para 150. Só que, agora, o crescimento empacou.

Na empresa são 30 vagas abertas, algumas há mais de um ano. Está difícil contratar. Parece até estranho, com tanta gente procurando emprego no mercado.

“A gente teve que fazer mais de 40 entrevistas para conseguir os candidatos que poderiam preencher. Hoje, a gente está começando a buscar mão de obra fora do estado”, contou o empresário João Pedro Resende.

Fernando é um deles. Saiu de São Paulo para assumir o cargo de analista comercial em Belo Horizonte.

“Sempre procurei estudar, me atualizar e, com isso, as oportunidades vão aparecendo”, disse o analista comercial Fernando Guimarães.

Bahiej veio para o Brasil fugindo da guerra na Síria. Lá, ele era guia turístico, e fala árabe e mais oito idiomas. Na entrevista para a vaga de tradutor, ele se deu bem.

“Eram pelo menos oito. Aí fizemos tipo texto, né? Traduzimos várias coisas e passei. Achei que minha tradução era melhor. E agora, mais desenvolvimento está me esperando”, disse Bahiej Massouh.

Fonte: Jornal Nacional (g1.globo.com/jornal-nacional)


Notícia publicada em: 12-07-2016

 
 
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